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segunda-feira, 26 de agosto de 2013

CONSUMIDORES DO SEMPRE NOVO

Tudo está voltado para o Consumo. O mundo se consome a si mesmo. Nesta autofagia desenfreada sobra para todos. A insaciedade exacerbada é um fenômeno pós-moderno. A necessidade de consumir sempre coisas novas, nos impede de cultivar o que quer que seja. É um tal de chupa e joga fora.
O problema é que o consumo também supõe consumo de pessoas. Nunca se consumiu tanto pessoas quanto hoje. O Facebook é um exemplo eloqüente de consumo de gente. O Facebook é um restaurante CANIBAL. As pessoas se comem umas às outras, numa comezaina eletrônica e depois tomam antidepressivos como sobremesa. 
A contar com o número de amigos que as pessoas têm no Facebook, corremos o risco de tornar OBESA a AMIZADE. Aliás, a AMIZADE já se tornou uma relação muito descaracterizada e  doentia. Amizade é por excelência o cultivo de sentimentos nobres. Exije proximidade, compromisso, confiança, fidelidade e tolerância. Tudo o que não vemos mais atualmente.
Se tudo tem que ser sempre novo, consumimos depressa, cuspimos rápidamente e jogamos fora.
Para esta sociedade que se autodevora, não vejo remédio. Precisamos de algumas décadas para reverter esta tendência. É assim que não caminha a humanidade. Avança e retrocede de forma que não sai do mesmo lugar. E eu raramente falo de coisas exteriores. Quase sempre falo da alma humana que é no final de contas a minha maior paixão.
Àvidos por novidades, só o novo pode satisfazer por alguns instantes esta voracidade hedionda. Pare de consumir, olhe para si mesmo e descubra um espírito com azia e vontade de vomitar.

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