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quarta-feira, 18 de setembro de 2013

A PROSTITUIÇÃO AFETIVA


MERCENÁRIOS DA CARÍCIA

A que ponto chegamos! Chegamos ao cúmulo da ruína emocional e ao cerne da decadência. Isto sim é chocante. E olha que não consigo mais ficar chocado há muitos anos. Odeio hipocrisias e falsos pudores.
Em alguns países como o Japão e os Estados Unidos, existe gente ganhando muito bem a vida vendendo carinho. E o pior é que há gente que compra. Eu acho que estou ficando velho mesmo. Em que planeta eu estou morando? Não reconheço mais esta Bola que roda. Primeiro, é o leilão do cabaço, agora é a venda de afeto. O que nos espera no porvir?
Na minha época, na época boa, carinho era um  dos substratos da alma, inegociável por excelência. Como é que as pessoas conseguiram capitalizar o afeto? Nunca poderia sequer imaginar que um dia existiriam neste planeta Mercenários da Carícia.
E há pessoas que não leem o meu blog porque eu sou horrível e obsceno. Em que mundo vivem certas criaturas infelizes? O que é obscenidade? O que é casto, decente, decoroso, digno, puro e fescenino? Obscena é com certeza absoluta a realidade desta civilização de merda. Não gostam que eu diga merda, então que todos parem de carregá-la.
Pier Paolo Pasolini era obsceno? Ou obscena é a HIPOCRISIA execrável e louca de certos indivíduos?
Sobre o artigo que transcrevo abaixo, disseram-me que cada um escolhe o seu caminho. Concordo pra caramba. Acontece que vender afeto não é um caminho; é um ATALHO esburacado, miserável, tortuoso e sem saída.

"Jackie Samuel, uma americana de 29 anos, achou um modo inusitado de ganhar a vida: ela é uma uma "Cuddler Professional" (numa tradução livre, "chamegadora profissional"). Resumindo: ela cobra para dormir de "conchinha" com pessoas que não têm com quem dormir junto.
Ela resolveu abraçar, dormir e acalentar pessoas por dinheiro para pagar seus estudos. Ela recebe em torno de R$ 500 por dia (cobra US$ 60 a hora), e "dorme" com até 30 pessoas por semana, incluindo mulheres, aposentados, veteranos de guerra, ou seja lá quem estiver precisando de carinho e afeto.
"Acho que nasci sabendo aconchegar. O aconchego é saudável, faz bem para o espírito e é divertido. Acredito que os clientes vêm a mim por várias razões. Os mais velhos são sozinhos, suas mulheres já morreram e eles precisam apenas de alguém para ficar com eles, passar algum tipo de contato humano", explica em entrevista ao jornal inglês Daily Mail.
De acordo com Jackie, quando ela é procurada  por pessoas mais jovens, são pessoas vivendo relacionamentos complicados. Ou então são pessoas curiosas sobre como funciona o trabalho de uma aconchegadora profissional. Ela costuma prestar os serviços na casa dos clientes e em cama de casal.
Existem algumas ressalvas: não é permitido tocar em partes do corpo de Jackie que estejam cobertas por roupas. Para deixar a delimitação bem clara, Jackie sempre atende aos clientes vestida com pijamas. A demanda é tanta que Jackie contratou uma assistente, uma jovem chamada Colleen."

Um comentário:

  1. Pelo artigo, não demora muito teremos franquias de carinho como o Mc Donald's, porque ela já está terceirizando ... Muito triste ter clientela grande que permita isso. bjs, Lilian

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