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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

THE DAY AFTER

O POLITICAMENTE CORRETO E O FUTURO

Somos uma programação química e cultural. No seio da programação cultural existe uma programação linguística. Embora conte com a minha criatividade e capacidade de evasão cultural, eu fui programado para dizer determinadas frases e palavras.
Agora, nesta altura do campeonato, depois de cinco décadas de permanência ininterrupta no manicômio da galáxia vêm me dizer que eu tenho que me reprogramar linguisticamente. Simplesmente não dá. O politicamente correto é uma reprogramação linguística arbitrária e estúpida na medida em que as pessoas da minha geração não conseguem alterar do dia pra noite o léxico original.
Existem milhões de processos abertos por causa do politicamente correto. Tudo pode ser ofensivo. De repente, todo mundo ficou muito sensível e susceptível e chato.
Querem acabar com a espontaneidade, com a autenticidade e transformar o bando num grupo de hipócritas com respaldo institucional.
Já escrevi sobre este assunto.Volto à carga porque o nível de imbecilidade, fantasia e representação está chegando a um extremo impensável.
Quando você diz o que você não sente, é bonito. Quando você diz o que sente e pensa é feio. Que negócio é esse? Querem que apenas palavras e expressões forjem o nossa personalidade? O manicômio da galáxia nunca teve tantos birutas.
A sorte é que tudo isto vai passar. Dentro de uma década vamos morrer de rir dessa gente manchada de tatuagens, cheia de celulares, com óculos esquisitos, com músculos a mais, com orelhas esburacadas, com ferros no rosto, com muita banha ou com muitos ossos, sempre conectada, dizendo o que não sente, falando o que não pensa. 
Tudo é assim. A história da humanidade é completamente cíclica. Esta fase será contestada por outra menos fingida. O futuro do politicamente correto é o palavrão aberto e verdadeiro. O futuro do politicamente correto são os nomes feios e sinceros.

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