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quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

INFANTILIZAR PARA DOMINAR

Na sociedade perduram as histórias da carochinha.  Jesus te ama, a vida é bela, o bem sempre vence, Deus está vendo, só o amor constrói, sempre vale a pena, etc, etc. Coisas deste naipe, mergulham certas criaturas numa produção em série de esperanças absolutamente vãs. E esses contos de fadas são tão importantes que as pessoas são capazes de se matar para tentar assegurar de alguma forma a veracidade dessas falácias. Um banho de realidade levaria essas pessoas covardes ao suicídio. É melhor, não. Matenhamo-nas assim na mais preguiçosa alienação.
Com a onda insana do politicamente correto, as coisas pioraram. As palavras usadas pelos malucos do Politicamente Correto, supõem que todo mundo tem no máximo 5 anos de idade. Até parece que não estamos neste planetinha há várias décadas e que não sabemos como a banda toca por estas plagas.
Subestimam a nossa prodigiosa inteligência e tentam e conseguem por vezes, manipular os adoradores de Papai Noel.
Tudo vai bem menos os nossos ânus. Com esses discursos eufemísticos quem sofre o nosso cu. Quanto mais eufemismos mais o reto padece.
Insistem em fazer publicidade de um mundo que não existe mais ou que nunca existiu. Querem nos convencer a qualquer custo que a vida é uma grande dádiva e que viver é um privilégio único. Eu entendo a estratégia. Se não fosse assim, sem essa propaganda massiva e oficial do Sistema gritando e berrando as vantagens do existir, essa merda toda acabava. Mantendo o pessoal com crenças de primeira dentição, não há questionamentos e a dominação esfacela como dentes de leoa. O curioso é que apesar desta insuportável propaganda, esta merda vai acabar mesmo. Não só para os que morrem. Um dia esta bola desrespeitada e maltratada vai explodir e vai ser um espanto atrasado e autista pra todo o lado.
Os bons meninos e as boas meninas não ganham nada com as suas posturas exemplares. Eu já cansei há muitas décadas de ser bonzinho e de me foder. Felizmente ainda não consegui me juntar aos vários bandos podres que empesteiam a galáxia.
Conto com os avanços da ciência para que me avisem com uma hora de antecedência pelo menos  que vai tudo pelos ares. Vou gozar olhando para os cornos dos otimistas tolos e alegres e pedir desculpas sinceras a todos os gênios desprezados e aviltados pelo planetinha dos chimpanzés monoteístas.
Entschuldigung, Mozart.
Será um prazer inefável comemorar com Moët & Chandon o fim de um caso perdido.

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