.

.

.

.

sexta-feira, 1 de maio de 2015

A MULHER-ABACAXI

O FEMINISMO XIITA
AS FEMINAZI
Ainda hoje tive pesadelos com a mulher-abacaxi. A mulher-abacaxi traumatiza qualquer ser testiculado.
A mulher-abacaxi é feminista fundamentalista-militante, está sempre de clitóris em riste e quer mandar em todos para tentar vingar todo o mal que fizeram aos seres ovarianos. Tem um vocabulário precário e para ela tudo é machismo. Não tem religião convencional, todavia considera a Delegacia de Mulheres um templo e é devota de Maria da Penha.
Ela quer determinar tudo. Desde a maneira como deve ser paquerada até as nuances milimétricas do comportamento masculino. O demônio para ela são todas as pessoas que nasceram de pênis. E o pior é que ela deseja sexualmente o demônio. Ela odeia o que ela também adora. Que situação melindrosa e corrosiva!
A mulher-abacaxi é muito culta, conhece toda a legislação em vigor, estudou em várias faculdades e flerta com o poder político e religioso. Ela quer igualdade a qualquer preço, mas não abre mão de certos privilégios arcaicos como receber flores, ostentar uma falsa fragilidade e não pagar o motel.  Já vem com a coroa na cabeça, a couraça no corpo e quase não tem celulite porque vive em tratamento estético-cosmético. A mulher-abacaxi parece um homem que menstrua.
A mulher-abacaxi ganha muito dinheiro e tem muito dinheiro. Diante da possibilidade de ameaça real ou imaginada, ela saca o cartão de crédito. A vingança tardou, mas chegou com o Mastercard. (Isso não tem preço.) E o Visa que ela também possui, avisa que agora as coisas mudaram. É a vingança do terceiro milênio que chegou junto com o Apocalipse. E neste fim de futuro, salve-se quem puder porque a uterocracia está em todos o lugares. 
Eu não tenho nada a ver com isso. O meu pênis não é culpa minha, eu juro. Apareceu por acaso na minha anatomia. Nunca maltratei nenhum ser que gesta. Eu sou inocente. Aliás, pela minha visão de mundo, pelos meus gostos e pelas críticas que faço ao meu caldo de cultura, nunca ninguém acreditou muito no poder do meu falo.
Peço misericórdia. Não me queimem na fogueira. A minha voz grave é apenas um detalhe. Acreditem. No auge da guerra dos sexos, eu desertei. Pronto. Agora todo mundo já sabe que eu sou um desertor.
P.S.- A mulher-melancia, a mulher-melão, a mulher-pera e todas as outras mulheres do pomar, são caricaturas que ofendem a dignidade feminina, mas para mim, são muito mais saudáveis e descontraídas e me agridem muito menos.

3 comentários:

  1. Adorei a figura do homem que menstrua. Nada mais verdadeiro. Bjs, Lilian

    ResponderExcluir
  2. Este artigo mais parece de um machista que adora o feminismo! Pois já que fala ou escreve quase sempre no negativo, poderá suportar um comentário negativo? Mas meu não! Não gosto de apunhalar nem mesmo vou procurar palavras meladas como quem procura uma agulha num palheiro!
    O que poderíamos meditar, isto para quem tem poderes especiais de autocritica e de fazer uma dialéctica introspetiva.
    Aqui aconselho o mesmo que escrevi no comentário anterior.
    O que está a criar tanto trauma em nossos relacionamentos?
    Os nossos relacionamentos surgem de nós e não apenas dos outros. Ou então o relacionamento humano é uma relação apenas fictícia…
    A sua escrita mais se identifica com a do jornalista Raul Brandão, com a mesma angústia existencial, mencionando apenas o grotesco e o absurdo da condição humana. Mas que apenas serve para que o humano continue a viver uma vida que mais parece uma putrefação progressiva.
    Será que não conseguimos escrever sem mencionar as invejas, os egoísmos… que resultam de conhecermos as nossas próprias máscaras, sem meditarmos na solução?
    Pois quem tem autoria de mencionar o erro não deveria ser apenas juiz, mas terapeuta holístico! Sim, porque estes não se concentram apenas em caricaturas destorcidas, mas tentam soluções. Mesmo que seja desenhar anjinhos sempre são mais agradáveis que caricaturas humanas.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Desculpe não ter respondido antes. Não consultei os comentários. Gostei do seu comentário. Obrigado por comentar.

      Excluir