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sábado, 29 de agosto de 2015

As redes sociais e a caça às bruxas

Em tempos de delação premiada, nas Redes Sociais, rola a denúncia gratuita, infundada e difamatória. Eu já fui vítima dessa atitude no Google+.
É elementar. Considerando as características intrínsecas e inexoráveis do miserável comportamento humano, simplesmente, você é denunciado porque o bípede, bímano, irracional, não vai com as tuas postagens. Já não posso dizer "com a tua cara" porque está muito fora de moda. 
As expressões idiomáticas têm que ser urgentemente revistas. As expressões do meu vocabulário pessoal fazem parte de um mundo que não existe mais. Para mim, o meu mundo acabou no ano 2000.  Eu sou um zumbi que paira na atmosfera tóxica da pós-modernidade líquida.
Voltando às denúncias. Na grande maioria das vezes, os responsáveis pelas Redes Sociais não procedem à necessária e obrigatória averiguação dos fatos e muita gente inocente é punida injustamente. Eu já fui punido e continuo sendo punido pelo Google+. Os mentores do politicamente correto são os novos inquisidores devidamente atualizados nas atualizações automáticas made in U.S.A.
O virtual reproduz e piora o real. No virtual, as pessoas ainda conseguem ser mais "cara de pau" por estarem ocultas no seu avatar. ("Cara de pau" também não  se usa mais neste mundo sofisticado e cruel.) Para substituir esta caduca expressão proponho "cara de monitor".  
E é isso, compatriotas virtuais. Neste mundo de denúncias e mais denúncias fica muito difícil cultivar as boas amizades. Neste sentido, as Redes Sociais perdem a sua função precípua e só servem para espantar o tédio de quem ainda se assusta demais com a banal,  corriqueira e ancestral angústia da condição humana. 
Apêndice
A caça às bruxas foi uma perseguição política e social que começou no século XV e atingiu seu apogeu nos séculos XVI e XVII principalmente em Portugal, na Espanha, França, Inglaterra (chamada de Normandia), na Alemanha, e na Suíça em menor escala. As antigas seitas pagãs e matriarcais , de fundo e objetivo Político, eram tidas como satânicas, de domínio popular com objeto diferente do religioso, sendo organizações diferentes do que costumam pregar a Bíblia, Alcorão e outros livros santos, tendo uma conotação de domínio político de Poder. O mais famoso manual de caça às bruxas é o Malleus Maleficarum ("Martelo das Feiticeiras"), de 1486.
No século XX a expressão "caça-às-bruxas" ganhou conotação bem ampla, sua verdadeira conotação se auto-revelou se referindo a qualquer movimento político ou popular de perseguição política-arbitrária, com o objetivo de Poder, muitas vezes calcadas no medo e no preconceito submetiam a maioria, no que hoje poderíamos chamar de Terrorismo, como ocorreu, por exemplo, durante a guerra fria, em que os EUA perseguiam toda e qualquer pessoa que julgassem ser comunista, seja por causa fundamentada e comprovada e/ou não, por medo do Terrorismo. Dessa forma, teve lugar a caça às bruxas comunista dos EUA, como também ao sul do Brasil aos chamados Nazi-comunista por Getúlio Vargas, antes da Segunda Guerra Mundial, de 1922 a 1942 quando entrou na Guerra efetivamente ao lado dos aliados, em que esses elementos sabotavam as organizações militares e governamentais de forma geral, principalmente aos Bancos, para angariarem fundos, se infiltrando nelas.

Um comentário:

  1. Espero que o meu comentário fique registrado:
    Infelizmente hoje em dia, prof tudo que tem um bom conteúdo. que envolvem "criatividade" é considerado "ultrapassado" agora tudo que não traz uma boa informação é considerado escelente.
    Por Incrível que pareça!


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