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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

A abstinência do poder

A fisiologia do poder
O poder age no organismo humano como certos psicotrópicos e a maioria das drogas ilícitas. Não sou neurocientista, mas parece-me evidente que o exercício do poder também provoca uma descarga torrencial de dopamina (A dopamina é uma substância química liberada pelo cérebro que desempenha uma série de funções, incluindo prazer, recompensa, movimento, memória e atenção.)
O contato com qualquer forma de poder aciona o sistema de recompensas do cérebro e induz ao vício.
O maior castigo para qualquer deputadozinho é não se reeleger. O pior sofrimento para todos os que detêm alguma forma de poder é estarem privados dele. A fissura do poder sobre os outros é o grande barato desse pessoal. Fica explicado o fascínio que o poder exerce sobre todos nós. 
Ter poder é como estar drogado por uma substância cultural, abstrata e lícita. Todos os que estão no poder agem de maneira estranha, surpreendente e suspeita porque estão completamente drogados.

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