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sábado, 20 de maio de 2017

A festa do fim do mundo

Agora que o mundo parece que acabou, comemore à sua maneira. Se você acha que o mundo não acabou, seguramente você não está neste mundo. Acorde desse mundo fictício que te inventaram. Seja mais um assassino de papai noel. Apunhale as fadas que reinam nas suas sinapses. Desperte para o  fim do que é péssimo e prepare-se  para o porvir. Vomito nas interpretações que você pode dar às minhas palavras. E aproveito o ensejo para ejacular no seu otimismo. Não nutro o entusiasmo de quem não tem coragem.
Agora que o mundo acabou alegre-se pelo recomeço. O podre não tem remédio. E quem se regozija na podridão é um  morto-vivo. Quem lambe os velhos erros é o arauto da catástrofe.
Viva o fim  do mundo! Quanto tempo esperei por este momento orgástico. Festejo o fim desta agonia em dez vezes sem juros e absorvo o impacto do fim de tudo. Aceito a morte que me redime de tantos e tantos idiotas que presidem o hospício. A certeza do fim é muito melhor que todas as ilusões dos que começam.
Ergo o meu copo de vinho barato e trinco a delícia deste chocolate amargo. Viva o fim do mundo!

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