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sábado, 9 de setembro de 2017

A destituição do outro

Não me interpretem mal. Não pretendo aqui, fazer a apologia do narcisismo e muito menos, inflar ainda mais os egos. Não é isso.
Não podemos continuar assim, atribuindo aos outros essa importância descomunal. O outro tem que ser desempossado, exonerado, desautorizado e só quem já sofreu muito nas mãos dos outros, tem a coragem suficiente para destituí-los. 
Reflita e constate o quão estúpido é o poder que atribuímos aos outros. Praticamente, vivemos para os outros ou na expectativa do que vem dos outros. O nosso comportamento é determinado pelos outros - massa ignara que nos acossa e importuna. Temos que ser capazes de prescindir dos outros, sem nunca deixar de conviver com eles.
Desative os outros e eu não estou lhe dando um conselho. Desligue-se um pouco e fale-me dos resultados. Você vai se sentir só, mas a solidão tem o cheiro do seu destino e é o melhor resumo da sua ópera.
A maior, a mais verdadeira e a principal relação, é com você; não com os outros. Experimente brincar com os seus brinquedos e esqueça um pouco esses meninos e meninas envelhecidos pela precocidade e pela arrogância.
P.S. - Ressalvo os amigos que são raríssimos e têm função precípua.

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