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sábado, 13 de agosto de 2016

Testosterona - A grande musa inspiradora

Se você é um romântico fundamentalista, se acredita fanáticamente que o amor romântico é a grande solução existencial, por favor, não leia este texto. Estas palavras não são adequadas à sua crença. Leia outra coisa.
O amor romântico está intrínsecamente ligado à testosterona. Só quem já teve variações na produção desse hormônio, poderá eventualmente me entender. E eu não procuro exatamente ser compreendido; isso é coisa raríssima no planeta.
Se misturarmos a testosterona à psicose estressante imposta à humanidade inteira do ocidente pelos alucinados dos séculos XVIII e XIX, inventores do amor romântico, teremos o resultado desta equação. Os românticos do século XIX conseguiram a proeza de transformar melancolia e doença em arte.
Poucos delírios coletivos sobreviveram tão intactos à passagem inclemente do tempo.
Definitivamente, amor, testosterona e desvario não combinam. Para mim, o amor é um sentimento supra-hormonal porque aprecio a seriedade e não gosto de brincadeiras de mau gosto.
Sou grato às décadas que enfrentei com a coragem de ser lúcido e fico satisfeito por não ter que morrer com mais esta ilusão; já bastam todas as outras que limitam os horizontes da minha louca caminhada. As neurociências libertarão muito mais ainda o ser humano de grande parte dos mitos que o povoam. Não há amor romântico sem testosterona.
Todos os poetas são grandes produtores de testosterona. Todos os compositores de música "pé na bunda" estão intoxicados de testosterona. O romantismo endêmico, nos impede de ver claro.
Homens amam mulheres e vice-versa ou homens e mulheres apenas obedecem à ditadura orgânica de miasmas viscerais devidamente temperados por pitadas fatais de práticas culturais espúrias? 
P.S. - Em tempo, as mulheres também produzem testosterona, até 64 nanogramas por decilitro de sangue. 

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