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quinta-feira, 29 de maio de 2014

BAIXE A CALÇA E A CUECA

ASO - ATESTADO DE SAÚDE OCUPACIONAL

ASSESSOR MED - Saúde e Segurança do Trabalho

Esta história é absolutamente verídica e aconteceu comigo na empresa supra-citada.

Chovia na Rio Branco. Já tinha adiado demais aquele exame. Tinha que ser. Com o meu guarda-chuva chinês de cinco reais, enfrentei a chuva, o vento, os transeuntes e os esbarrões para cumprir essa burocracia idiota que não avalia porra nenhuma.
Cheguei ao meu destino. Felizmente não havia ninguém na minha frente. Os médicos viam televisão e as secretárias falavam ao telefone. Ainda contemporizei secretamente: - Mas que exame inútil! Mais inútil do que o exame médico ocupacional, só a vistoria do Detran. Enfim, o tempo precioso das nossas vidas é consumido pela estupidez dos primatas que estão no poder e inventam essas merdas.
Em meio às minhas divagações, fui encaminhado para o consultório do doutor Rafael. Consultório? Eu sou muito gentil. Aquilo parecia uma cela  de penitenciária limpa. Sentei-me no cubículo e ouvi a seguinte frase:
- Pode baixar a calça e a cueca.( Essa tendência à singularização que existe no Brasil me irrita. Não seriam calças e cuecas?)
O som dessa frase não encontrou significado no meu entendimento. Olhei para um cara com um guarda-pó branco e não consegui elaborar o que estava acontecendo. É guarda-pó que se chama aquele bagulho? Olhei de novo para a figuraça e estava escrito doutor Raphael Bezerra, com ph e tudo.
- Como é que é? - reagi
- Baixe a calça e a cueca - repetiu
- A cueca? Pra quê?
- Eu tenho que examiná-lo.
- Examinar sem cueca?
- Eu tenho que saber se você tem hérnia inguinal, umbilical ou escrotal.
- Hérnia? Mas pra quê isso? Isso nunca me foi pedido e eu já fiz dezenas destes exames.
- Faz parte do ASO (Atestatdo de saúde ocupacional)
- Mas eu não sou estivador do cais do porto. Pra quê saber se eu tenho hérnia? Eu não carrego pedra.
- Então você vai ter que fazer o exame em outro lugar.
- Tudo bem. Vou fazer em outro lugar.
Enquanto decorria este diálogo absconso, o Raphael das candongas continuava teclando.
Num dado momento disse: - Eu posso considerar que você está apto mas com a ressalva de que você não pode fazer esforço físico.
- Mas eu sou professor. Eu não arrasto armários. Eu não faço esforço físico no meu local de trabalho. O meu trabalho não afeta o meu saco escrotal.( Neste momento eu me equivoquei. O meu trabalho acaba com o meu saco escrotal.) Mas enfim.... Isto é assunto para outra postagem.
Continuou teclando, fez-me algumas perguntas vagas sobre a minha saúde, tirou o papel da impressora e disse: - Assine aqui.
Assinei e saí do cubículo com a pasta na mão e os genitais salvos daquelas mãos científicas.
O Rafael só queria saber como se encontrava o meu saco. Só isso. Não se interessou pelo meu coração, pulmão, pressão ou batimentos cardíacos. Nunca na minha vida encontrei ninguém tão interessado no meu saco. Definitivamente o Rafael é um sacófilo. Aliás, o que vocês acham do doutor Raphael?

quarta-feira, 28 de maio de 2014

O BIZARRO CORSET PIERCING

AQUI VAI UMA POSTAGEM À MODA DA BLOGOSFERA ATUAL. EM MUITOS DOS BLOGS QUE CONHEÇO, O PATÉTICO, O GROTESCO, O SENSACIONALISMO E O ESCÂNDALO CONVIVEM HARMONIOSAMENTE. DESFRUTEM. DEPOIS SE PUDEREM LEIAM OS MEUS TEXTOS.
A bizarra modificação corporal do Corset Piercing 

 
"A cada dia que passa não conseguimos parar de nos surpreender com as insanidades que o ser humano é capaz de fazer com o próprio corpo, uma das práticas que mais vem causando estardalhaço é o tal do Corset Piercing, uma espécie de modificação corporal onde anéis de metal são inseridos na pele e unidos por uma fita para dar um efeito similar ao do espartilho.
Conforme informações divulgadas no Daily Mail, a bizarrice custa em torno de R$ 700,00, podendo ser aplicado nas mais variadas áreas do corpo, de preferência em locais onde a pele seja frouxa a ponto de ser transpassada.
Contudo, apesar da popularização do Corset Piercing, alguns médicos alertam para os males que ele pode trazer, já que a cicatrização para o processo é terrível, segundo relatos de profissionais o efeito espartilho é temporário e passadas algumas semanas de uso os pontos furados acabam deixando cicatrizes terríveis no local."
Confira alguns:
  
  
  
  
Depois ainda dizem que eu exagero ao denunciar o surto psicótico geral da pós-modernidade.

NÃO FOI NECESSÁRIO TEXTO


domingo, 25 de maio de 2014

A SUPERVALORIZAÇÃO DA MULHER

COMPLEXO DE ÉDIPO
O cara de desenhou isto é um gênio da psicanálise
Se você procurar se informar sobre Complexo de Édipo, você vai ouvir falar de Sófocles, de Jocasta, de Édipo Rei, de suicídio e muito blá,blá, blá.
Resumindo para entender, Complexo de Édipo é a supervalorização da figura materna e por extensão da mulher. Superou o Complexo de Édipo quem introjetou que uma mulher não passa de uma mulher. Nada mais além disso. 
O Temor Reverencial que quase todos os homens têm pela mulher é puríssimo Complexo de Édipo porque remete à inexorável figura materna. À luz da Neuro-Ciência, Complexo de Édipo é filosofia e literatura clínica barata. Os neuro-transmissores esclarecem e  quase esgotam a questão.
Todo o babaca é edipiano, sem exceções e mulheres adoram babacas que as papariquem. Mas não se iludam, o sentimento é tão ambíguo quanto as mulheres; ao mesmo tempo que gostam da adulação sexual dos babacas, também os desprezam profundamente. Quem não resolveu o seu Complexo de Édipo, vai morrer babaca. Os cemitérios estão repletos de babacas e babaca nem consegue adubar a terra.
P.S. - E não venham me falar de Agamemnon e Complexo de Electra. Esse  negócio não existe. Chega de delírios psy.

sábado, 24 de maio de 2014

TEMPERANDO O SAPO

Todos sabem ou pelo menos deveriam saber que sapo vivo e cru é cancerígeno. Creio mesmo que a longevidade é determinada pela quantidade desses anfíbios ingeridos crus.( Quem engoliu muito sapo tende a morrer mais cedo.) É inominável o desconforto mental e espiritual que a ingestão  desses batráquios civilizatórios provoca.
Com o passar dos anos todos têm a goela anímica dilatada por conta desses anuros. Os sapos são um dos preços exorbitantes que pagamos por vivermos em comunidade.
Com os temperos das convenções e das normas às vezes tácitas, da vida social, alguns sapos até são ingeríveis e digeríveis pois nem parecem sapos. Tornam-se belíssimas e apetitosas rãs. Todavia, com frequência, nos deparamos com um sapo vivo e cru que não podemos evitar. É o sapo do patrão, o sapo do vizinho, o sapo colega de trabalho, o sapo da namorada, o sapo da família, o sapo do governo, etc. Todos esses sapos nos assaltam com o vigor e a força incoercível da sua  saudável fisiologia. Somos violados por sapos com patas e tudo e por vezes até, coaxando. Entra todo o corpo viscoso desse animal cultural repulsivo.
Haverá estratégias para coibir o engolimento de sapos? Desconheço-as. Uma vez engolido o animal, temos que fazer muitas acrobacias para nos desvencilharmos do energúmeno. Quanto mais sapos engulo, menos aniversários comemoro.  Em outros termos, o sapo é quando o outro se manifesta na sua versão mais original, real, brutal e verdadeira. Há os que insistem em disfarçar o Sapo, mas um dia como todos sabem, ele dá o ar da sua graça. Concluo parafraseando Sartre, afinal, os sapos são os outros.

sexta-feira, 23 de maio de 2014

AS FERAS DO POLITICAMENTE CORRETO

Na minha estatística muito pessoal que nada tem de científica - se é que as outras são científicas? - os hipócritas oficializados, institucionalizados e investidos de poder pelo carimbo infame do politicamente correto, são os mais belicosos. Ao reprimirem a autenticidade, ganham mais tempo para destilar velhas maldades genéticas e ancestrais. Pessoas espontâneas tendem a ser menos perigosas.
Hoje, briga-se por qualquer merdinha. Tudo é razão para brigar. Está todo mundo muito emproado e encastelado e conheço até gente que curte o seu cancer como se nada fora. Está tudo muito avançado. Tudo é superável e nada nos detem. A tecnologia, padroeira de grande parte desta babaquice, "tá aí mesmo" para resolver qualquer parada. Eta gente besta sô!
A tal da auto-estima é motivo para se fazer qualquer coisa. Nada pode afetar a auto-estima de ninguém. Até os maiores idiotas falam nessa tal  de auto-estima. A Auto-estima é um modismo como as tatuagens e os alargadores de orelha. Carregam tanto nas tintas da auto-estima que ela é explicação e justificativa para desrespeitar os outros. Auto-estima é isso? Mas que conceito babaca!
Não acredito em modéstia porque toda a modéstia é falsa, mas reivindico um pouco mais de consciência para essa gente com síndrome de "ROI SOLEIL". Na verdade, somos muito mais frágeis do que supomos. Qualquer vírus insignificante acaba conosco. Se você não respeita mais nada nem ninguém, pelo menos tente respeitar os micro-organismos.

segunda-feira, 19 de maio de 2014

O HORROR À POESIA

  POEMOFOBIA - A CENSURA DA ALMA
" A poesia é a endiabrada tentativa de pintar a cor do vento."
Esqueci o nome do autor
Poucas vezes vi um mundo tão sem alma. A poesia está proscrita. Os que têm alguma necessidade poética, nutrem-se da poesia do passado. Aos que dizem que eu exagero, eu provo-lhes o contrário. Quem lê poesia atualmente? Quem ousa escrever poesia hoje em dia? Quem? Uma das condições para que um Agregador de Blogs aprove um blog é que este não seja de forma nenhuma um blog de poesias.
Esta atmosfera anti-poema veio se instalando insidiosamente entre nós. Não sei situar o momento exato, mas começou quando os jovens resolveram ficar ao invés de namorar. Os instintos sobrepujaram os sentimentos. Ficar é um comportamento troglodita e pré-histórico. E vocês que achavam  que a pré-história já ia longe; a pré-história nunca nos abandonou.
Com a poesia banida, é uma beleza a menos;um prazer a menos. Encaminhamo-nos céleres para o mono-prazer-uni-gozo. Qualquer dia só nos restarão os gemidos dos orgasmos suspensos no ar e mais nada. Esta humanidade que tanto foge do sofrimento e da angústia, que tanto busca o prazer, boicota-se ao expulsar a poesia.
Hoje, só o corpo se expressa e toma de tatuagem e alargador de orelha e muito músculo! A alma não pode mais se exprimir e se ousar se expressar ninguém ouve e ainda dizem que é cafona. As artes em geral poucas vezes viveram período tão estéril e deserto. Sobram os Rapers de qualidade muito duvidosa e os Funkeiros  abaixo do nível mínimo tolerável. Estes são os poetas da pós-modernidade líquida. Ainda bem que eu nasci num mundo de poetas e de pessoas sensíveis. Para mim, é doloroso ser obrigado a conviver com gente tão líquida e incerta.
É difícil ter contato com almas eletrônicas, de plástico e de silício. É triste assistir inerme ao assalto impiedoso da hiper tecnológica estupidez humana. O que pensar de uma espécie que só tem corpo e se alma tem, está impedida de falar?
Como estão reescrevendo Machado de Assis para uma linguagem mais acessível e barata,  é muito provável que o verdadeiro Machado desapareça e no seu lugar fique esta tradução merdo-asquerosa que estão fazendo da sua obra. Esfaquearam os ossos do Machado.
Não quero fazer vaticínios, mas a continuar assim, Fernando Pessoa, Cecília Meirelles, Mário Quintana, Drummond de Andrade, João Cabral, Augusto dos Anjos, Manuel Bandeira, Pablo Neruda e tantos outros, que se cuidem nas suas tumbas.
Já violaram a tumba de Machado. O precedente está aberto.






quinta-feira, 15 de maio de 2014

MIGUEL TODO VESTIDO DE AMOR

Mais uma vez peguei o caminhão que os cariocas insistem em chamar de ônibus. Há séculos que não circula no Rio de Janeiro um único ônibus. O Rio de Janeiro é uma cidade que transporta pessoas em caminhões de mercadorias. A suspensão é de caminhão, o chassis é de caminhão, a embreagem é de caminhão e até o motorista coitado, é de caminhão.
Pois bem. Estava eu sentado com a minha pasta sobre os joelhos, vociferando com os meus botões, quando entrou no caminhão um garotinho muito lindo de olhos puxadinhos e cabelo castanho claro muito bem cortado. Além de lindo estava esmeradamente vestido. A faixa verde do tênis combinava com a camisa pólo. Aquele garotinho era o reflexo eloquente do mais puro zelo.
A mãe o acompanhava. A mãe também era bonita, mas já tinha estragado o corpo como se diz por aí, com a gravidez do garoto. Tinha uma barriga um pouco pronunciada, comum em algumas mulheres que deram à luz. Usava óculos escuros que lhe ficavam muito bem. Ouvia-a dizer com muita ternura:
- Miguel vem sentar perto da mamãe.
- Não quero. Quero sentar aqui.- Resmungava Miguel
- Você vai cair Miguel.
- Hum. Quero sentar aqui.- Insistia Miguel.
- Assim você não vem mais com a mamãe.-  Ameaçava com muito carinho a mãe amorosa.
- Hum, hum!-  Exclamava Miguel muito chateado.
Chegou a hora de descerem do caminhão. Estava sentado perto da janela e acompanhei toda a cena. A mãe tentava pegar Miguel pela mão e este rejeitava o gesto da mãe, afastando-se dela. Ela tentou várias vezes mas não conseguiu. Miguel estava furioso e  irredutível.
O caminhão continuou o seu percurso inelutável rumo ao meu lugar  de culto. Não sou evangélico, mas trabalho pra caramba. Hoje o trabalho é mais sagrado que o santo sepulcro e bota sepulcro nisso.
Cheguei ao templo do labor sacrossanto e surpreendi-me pensando em Miguel e sua mãe. Mas que garotinho idiota. Idiotice comprensível dada a faixa etária do imbecil. Miguel era o protótipo do garoto Tirano em potencial, desses que povoam e estragam os valores do mundo. 
Imaginei Miguel com 15 anos - um Hitler reencarnado como tantos que conheço que dão ordens aos pais e não conhecem limites.
Considerando a Anestesia Geral da pós-modernidade não sei se todos sentiram o extremado amor daquela mãe. O amor é uma merda mesmo. Que coisa velha e cafona! Por tanto amar aquele monstrinho lindo e irresistível, a mãe de óculos escuros estava cega.
Não sei se todos viram, nem me interessa, mas eu garanto que vi Miguel todo vestido de amor.

sábado, 10 de maio de 2014

G0YS-AS BICHAS COVARDES

OS GAYS POLITICAMENTE CORRETOS
 
"Gói ou Goy (do hebraico גוי : plural גויים , translit. goyim) é a palavra hebraica para nação ou povo, também utilizado pela comunidade judaica para se referir aos não judeus ou gentios."
Definitivamente este mundo é cruel mas não é nada monótono. Agora temos os G0ys.
O filme Brokeback Mountain, que narra o amor e envolvimento entre dois homens, seria ótimo, não fosse o fato de haver sexo entre eles. A opinião é dos g0ys, um grupo que nasceu nos Estados Unidos e já se espalha pelo mundo. De acordo com a ideologia deles, homens podem manter relações com pessoas do mesmo sexo desde que não haja penetração. Se, para a maioria das pessoas, um homem que se relaciona com outro é gay, para os g0ys isso não é uma regra. Os integrantes do grupo, que costumam ficar com outros caras, não se consideram homossexuais porque não praticam sexo anal.
Segundo o site Heterogoy.webnode.com, portal brasileiro sobre a ideologia, o tipo de contato que os parceiros têm entre si se resume a "preliminares na visão hétero tradicional, ou brincadeiras sacanas na visão hétero g0y." Ou seja, vale beijo, masturbação e, eventualmente, sexo oral. Mas, a penetração é rechaçada. O grupo destaca que os g0ys só fazem esse tipo de sexo com mulheres. O site estrangeiro g0ys.org afirma ainda que o processo natural de relação entre pessoas do mesmo sexo foi denegrido pelo movimento gay moderno, por conta do sexo anal e da perversão de alguns grupos e defende que essa filosofia não seja tolerada.
O conceito de g0y, que aos olhos de muita gente é encarado com estranheza, na visão deles é bastante claro. Em uma seção do site sobre "dúvidas frequentes" a pergunta sobre como diferenciar um gay de um g0y é respondida com facilidade:
"O nome composto gay-zero confunde no momento que pode levar à interpretação de que um gay-zero = heterossexual, o que não é verdade, por analogia um guaraná zero, não é aquele que virou fanta, mas apenas um guaraná que foi retirado um único componente, no caso o açucar. No caso dos gays é justamente isso, o gay-zero (ou g-zero) seria um homem que sente atração por outro homem, mas não pratica um dos componentes do mundo gay, um g-zero não é realiza sexo anal durante contatos íntimos masculinos"
A relação entre esses parceiros costuma ser chamada de Bromance, que significa Romance entre Brothers.
O grupo permite a afetividade entre homens, argumentando que o comportamento de pessoas do sexo masculinos se amarem e terem relações (com limitações) já era comum na Grécia antiga.
No Heterogoy.webnode.com , o grupo defende que um homem não precisa ser "tigrão", "machista" ou "animal" para ser homem. Entretanto, a masculinidade é exaltada pelos integrantes e palavras descriminatórias como "baitolice" são encontradas na página. No g0ys.org as palavras de ordem são: Amor, confiança, respeito, discrição e masculinidade.
Nas páginas do grupo na internet, existe até um estatuto, que define o pensamento deles: "G0ys não namoram nem casam com outros g0ys, têm no máximo uma amizade íntima. Casam-se com mulheres. “G0ys são a salvação do “homem de verdade” e, por isso, não permitem qualquer associação com imagens e clichês do mundo gay”.”G0ys criam clubes de relacionamento onde só é permitida a entrada de outros g0ys”.”G0ys não devem se envolver com o universo gay”.”Goys são machistas”.
Ainda segundo o site brasileiro, os g0ys têm até uma bandeira, toda em tons de azul, já que se trata de uma cor considerada masculina.
Bandeira G0y
Eu concordo com Paulo Silvino.
 
Se conseguirem e quiserem leiam o texto de Rodrigo Constantino 
G0ys: o gay que só coloca uma perna para fora do armário


"Confesso que é difícil acompanhar os modismos da era moderna, especialmente aqueles ligados à sexualidade. Cada dia inventam coisa nova. Agora temos os g0ys, uma espécie de gay que não tem coragem de chegar aos finalmentes, análogo ao maconheiro que fumou, mas não tragou:

O site brasileiro “Heterogoy” deixa muito claro que g0y não é gay e explica que “é um heterossexual mais liberal, que não faz sexo com homens, apenas faz brincadeiras sacanas, desde que nesses contatos não ocorra a penetração”, que os participantes do movimento acreditam ser “degradante”. “O termo g0y serve para designar homens que não praticam sexo anal com outros homens”, ressalta outro trecho do site brasileiro.

Em primeiro lugar, detesto esse uso deturpado e vulgar que fazem do termo liberal. Quer dizer então que liberal agora é a “bicha covarde”, aquela que está louca de vontade de “engatar a ré”, mas morre de medo? Há tempos que tentam misturar liberal com libertinagem e licenciosidade, o que não faz sentido algum. Um heterossexual que não quer “sacanagem” com outro homem seria mais conservador, careta e reacionário, é isso?

Outra coisa que me chama a atenção nessa bizarrice toda, marca dos tempos atuais, é que nada pode ficar entre o desejo e o ato. Não vou entrar na questão, aqui, se quem tem vontade de beijar outro homem já pode ser definido como gay. Mas vejam o que disse o coordenador especial da Diversidade Sexual da Prefeitura do Rio, Carlos Tufvesson:

Me espanta esse excesso de rótulos para a sexualidade. Isso, no fundo, tem raiz em um preconceito que liga o gay à feminilidade. Ou a penetração a algo feminino. Para mim, basta que sejam felizes e que curtam suas fantasias, pois quem não dá vazão aos desejos pode se tornar mais um homofóbico que sai por aí matando gays.

Edmund Burke já sabia que só está apto a ser livre quem consegue controlar seus apetites. Hoje, na era do hedonismo exacerbado, as pessoas confundem liberdade com fazer aquilo que dá na telha, seguir qualquer impulso, colocar em prática toda fantasia ou fetiche, “partir para o ato”, como diriam os psicanalistas.

Reparem na premissa exposta: se o sujeito não curtir todas as suas fantasias, ele poderá ser um assassino. O recalque, como sabia Freud, é fundamental como marca da civilização, o preço de nossa vida em sociedade humana, ainda que seja responsável pelo mal-estar na cultura. Mas eis que agora devemos agir feito animais sem nenhum tipo de freio, para não sair por aí matando os outros…

Tenho dito e repito: os “progressistas” avançaram tanto na “libertação” sexual que em breve os seres humanos estarão no mesmo patamar dos cães, transando no meio da rua sem cerimônia e quiçá com suas próprias mães!

Acha que exagero, leitor? Nem tanto, nem tanto. Os tabus estão aí para serem quebrados, ou assim reza a lenda vanguardista. Será que o incesto aguenta, quando a própria família tradicional sofre tantos ataques? Vamos lembrar que o pudor e a vergonha sempre foram limites à perversão humana, mas que é cada vez mais ultrapassado sentir constrangimento ou “ressaca moral” por qualquer ato sexual, independentemente do que ele envolva.

Outro comentário que faço, por fim, diz respeito ao incômodo dos líderes do movimento gay com essas novas tendências, que retiram o monopólio de suas “nobres” causas. Luiz Mott, antropólogo e fundador do Grupo Gay da Bahia, disse:

É um modismo, como as lesbian chics ou os HSH (homens que dizem fazer sexo com outros homens sem se identificar como homossexuais), sendo que essas microidentidades têm um componente homofóbico, pois preconceituosamente identificam o gay como um estereótipo.

Microidentidades? Há certa hipocrisia no ar, em não aceitar o novo grupo e querer definir (normalizar) o que é certo e errado no movimento LGBT. Mott se diz a favor da diversidade, mas apenas até a diversidade que ele define e aceita como tal. Medo de perder o monopólio da causa gay?

Eis a armadilha que os relativistas criaram e que se volta contra eles próprios. Isso me remete ao caso das artes pós-modernas. Tom Wolfe, no livro A Palavra Pintada, que comentei aqui, fala justamente de como o mantra de artistas como Greenberg, de que toda obra original parece feia a princípio, voltaria para assombrá-lo depois.

São as comportas abertas para o “vale tudo”. E depois, quando a coisa se torna realmente horrenda, como negar que isso é a mais pura maravilha artística, e que somente o preconceito impede alguém de perceber isso?

O movimento gay vem, há anos, vendendo a ideia de que a promiscuidade é normal ou positiva (vide as paradas gays ridículas), que cada um se define como quiser, que a “diversidade” é um valor em si, que não existe uma moral apenas, certo ou errado, etc. Agora não quer aceitar os tais g0ys, uma nova “minoria” que surge, mas que não se considera gay? Por que?

As sementes foram plantadas lá atrás, para ser mais preciso na década de 1960. “Hoje gosto de mulher, amanhã de homem, depois de ambos, e quem sabe de meninos e meninas no futuro”. Sim, a pedofilia chegou a ser relativizada pela esquerda também, que só recuou estrategicamente para poder atacar a Igreja com seus escândalos vindo à tona. Mas ainda há quem lute para derrubar mais esse tabu na esquerda.

Esse tipo de coisa, como esse modismo dos g0ys, mostra que o discurso de “born this way” (Lady Gaga) não se sustenta muito, à exceção de alguns casos talvez: há, isso sim, uma permissividade cada vez maior e um ambiente cultural que estimula cada vez mais o “vale tudo” e todo tipo de maluquice, como se a única coisa absurda fosse ter algum tipo de freio aos apetites sexuais que aparecem a cada momento."
Rodrigo Constantino

sexta-feira, 9 de maio de 2014

MINHA VIDA POR UM CLIQUE

Ao escrever esta postagem não posso deixar de me lembrar da frase emblemática "Meu Reino por um Cavalo" na peça de Shakespeare Ricardo III. Só o desespero proporciona uma proposta como esta.
Ultrapassados os cavalos e guardadas as devidas proporções, o desespero ainda é o mesmo. Hoje, trocam-se muitos reinos por um clique.
Os aplausos calorosos, a aprovação enfática ou a concordância discreta pessoal do passado, cederam lugar a um ridículo clique. Estão todos ávidos e sôfregos por um clique. Se não tenho cliques, ninguém gosta de mim. A carência afetiva não abandona a espécie humana. Muda-se a casca, mas o núcleo é exatamente o mesmo.
Quanto esforço inglório em busca de cliques. O amor e a estima se medem pelo número de cliques.
Quanto a mim, neste mundo cliquento e clicado, jamais terei os cliques que mereço, aliás ninguém tem o que merece nem para o bem nem para o mal. Os que mereceriam a desgraça, estão nos píncaros e os que mereceriam a glória estão arruinados. Claro que existe o meio termo, mas sempre é muito injusto. Infelizmente ninguém tem o que merece, temos apenas o que aparece e o que acontece.
Não acredito em modéstia. A chamada modéstia não passa de uma estratégia social para colher frutos a posteriori. O modesto se faz convenientemente de tímido para que os outros o encham de elogios. É uma estratégia hedionda que só engana os grandes trouxas. Todos sabem das suas qualidades. Desconhecem os defeitos, mas as qualidades todos as conhecem muito bem.  Não me façam de babaca. Eu não mereço. Só acredito em falsa modéstia.
Voltando aos cliques, vejo que está tudo transformado. O apreço e outros sentimentos nobres são expressos por cliques. Sem contar que hoje os cliques também significam dinheiro. Na ambição pelo vil metal, vale tudo. É uma vergonha depararmo-nos com o caráter apelativo, enganador e sensasionalista da grande maioria dos blogs. É um nojo!
Na minha época, na época boa, escrevíamos longas cartas que selávamos e mandávamos pelo correio para expressar os nossos melhores sentimentos e tudo sem cliques.
Diante dos fatos, sinto-me vítima da distribuição iníqua dos cliques. Tanta gente extremamente medíocre cheia de todos os cliques. E gente de qualidade atropelada impunemente pelo baixíssimo nível.  
Entretanto, isto torna tudo muito mais claro e este é o lado bom da história. Todos sabem abertamente do que as pessoas em geral, realmente gostam. As pessoas gostam muito de superficialidades, aparências, futebol, tatuagens, cosméticos, dinheiro, futilidades, poder, sexo, músculos, maledicências, dinheiro, beleza física, ilusões, futebol, idiotices, sexo, sexo, sexo, inutilidades e meteorologia.

sábado, 3 de maio de 2014

OFENSA PESSOAL


ABRIR OS OLHOS

" Quién abrio los ojos no volvera a dormir tranquilo."
CHE GUEVARA

O RELACIONAMENTO COM AS NOVAS ASSOMBRAÇÕES

OS QUASE-VIVOS OU OS FANTASMAS PÓSMODERNOS

SOCIALIZAR - O CONTATO COM OS ESPECTROS
Atualmente,  as relações humanas situam-se noutro patamar. As pessoas quase não se veem e estão em contato permanente. É um paradoxo psicótico. Para mim, oriundo de uma outra época com outros valores e paradigmas, o relacionamento humano beira as raias do sobrenatural.
Sabem da presença do outro através de fotos e mensagens escritas. A presença física é dispensável visto que quase ninguém tem mais tempo para nada;apenas para trabalhar e consumir.
O contato físico com exceção do sexual é perfeitamente prescindível. O indivíduo tem a falsa sensação de vida social quando na realidade está só. Não creio que fantasmas virtuais possam ser uma boa companhia. E ao que tudo indica, as pessoas estão viciadas em contatos com fantasmas e se recusam ao contato "tête- à-tête".
A expectativa social se reduz a trocar fotos e expôr apenas o que enaltece a pessoa. É uma ficção relacional. As verdadeiras relações humanas correm o risco de se tornarem cafonas e até de serem extintas. Por que razão vou me encontrar com fulano se ele está aqui no meu computador? Este é o raciocínio dos  fantasmas.
Vivemos um mundo assombrado por seres que vivem nos computadores e que têm uma existência tecnológica. Parece que está tudo bem porque ninguém se arrisca a ser sincero.
As relações são massificadas e abrangentes na medida em que uma mensagem serve para milhares de pessoas conectadas. Com esta explosão demográfica, as relações são no atacado. Que saudades da bossa nova, de Vinícius e da época em que a relação humana era ímpar, íntima e particularíssima.
Detesto ser nostálgico e saudosista, mas onde mais posso me refugiar? No futuro?

CONDOMÍNIO - UM CONVITE AO CONFLITO

"Vita Communis paenitentia maxima."
O condomínio (em latim: condominium) ocorre quando existe um domínio de mais de uma pessoa simultaneamente de um determinado bem, ou partes de um bem.
Dificilmente o condomínio é um lugar para se fazer amigos. O amor e a amizade não frutificam quando desgastados pelo contato diário. Se você gostar de alguém, por favor não veja essa pessoa todos os dias. A convivência provoca atritos por vezes irremediáveis. Esta é uma verdade irrefutável.
Para os que precisam de bengalas para estar de pé, o contato permanente com o outro é o preço da debilidade existencial.
Num condomínio, corpos e mentes frequentam os mesmos espaços e geram conflitos que podem chegar às Delegacias de Polícia. Um exemplo significativo do amor condominial são as Assembléias. Quanto ódio é destilado nessas reuniões! E o Síndico? O síndico é o culpado de tudo o que acontece no cosmos e ainda por cima é ladrão. Como alguém pode ser tão ruim?! Um Síndico deveria ganhar tanto quanto um Senador da República. E no entanto ganha uma merreca para enlouquecer pobre.
Creio que não fomos feitos para viver amontoados em condominios. O que as pessoas não sabem é que a explosão demográfica vai acabar com espécie humana. Mas enquanto continuarmos viciados em ocitocina* e não resistirmos aos encantos de um bebê, vamos continuar fazendo vítimas.
* Ocitocina - Se fosse possível fazer uma droga do afeto, a ocitocina seria sem dúvida o principal ingrediente. A ocitocina é um hormônio produzido principalmente pelo hipotálamo (uma região do cérebro do tamanho de uma amêndoa localizada perto do tronco cerebral, que liga o sistema nervoso ao sistema endócrino através da glândula pituitária). A ocitocina é liberada diretamente no sangue através da glândula pituitária, ou para outras partes do cérebro e da medula espinhal. Embora provavelmente mais conhecida por seu papel no parto e amamentação, a pesquisa mostrou que a ocitocina pode ter muitos efeitos de longo alcance para homens e mulheres em muitas áreas de suas vidas, particularmente quando se trata de relacionamentos e envolvimento emocional.