Desculpem incomodá-los tanto. Eu sei que o amor não está na moda nem na ordem do dia.
O planeta está tão empesteado de ódio que falar de amor é inoportuno, irrelevante, supérfluo e chato. Nem as músicas falam de amor.
Sinto no ar um desprezo global pelo sentimento mais nobre de que um ser humano pode ser capaz.
Hoje, o amor é tão raro e irrisório que só sobra para os pets e pouco mais. Também se nota um sub-amor contaminado por hormônios e genitais. Que horror! Esse tipo de amor anão fede a merda e a sexo.
O máximo que a maioria infecta é capaz de experenciar é gostar. O gosto é um subproduto desprezível e ridículo dos melhores sentimentos.
As pessoas estão literalmente tão cheias de si próprias que praticamente não há espaço para mais nada. Isso faz parte da alucinação global em vigor.
Houve um cara que fez uma grande revolução ao falar de amor. Esse cara, agora é um eficiente garoto propaganda para religiosos nojentos se entupirem de dinheiro e luxos.
Sinto-me mal nesta época feia e podre onde há um excesso de tudo e uma enorme falta e ausência do que é bom e essencial.
Ganharam bilhões de dólares e perderam a capacidade mínima de amar só um pouquinho.


















