É muita gente carente e muito pouca gente capaz de amar. O amor é raro.
O amor é um sentimento bem mais complexo que o ódio. Aliás, o ódio está na moda. O ódio é fácil, generoso e abrangente. Nesta época dominada pelos bárbaros da tecnologia," os tecnologogos" somos permanentemente convidados a odiar.
A situação é tão calamitosa que num ato de desespero extremo se criminalizou o ódio. (Discurso de ódio) E nem por isso, o amor brotou.
Há muitos inimigos e matá-los é estimulado e legítimo.
Já o amor vive uma das maiores fases de falência. O amor faliu. Não morreu, mas está abandonado, sujo e maltrapilho.
Para amar é preciso vocação, talento, misericórdia e abnegação. E hoje, sopra um vento fétido que insinua que amar é brega.
O amor está tão desprezado e ignorado entre nós que parece que ele só sobrou para os pets.







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