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quinta-feira, 30 de abril de 2015

MINHA ALMA GÊMEA É O TIÃO

À PROCURA DO POSSÍVEL
 
Manuel Soares percorreu léguas e consumiu décadas, preso nas teias do romantismo. Um belo dia, num rasgo de coragem e despreendimento, encontrou uma brecha no delírio.
O romantismo stricto senso ou seja o romantismo hormonal - homem x mulher, é uma espécie de religião planetária que promete salvação e felicidade aos seus fiéis seguidores. Em geral, esse sectarismo redunda em fracasso. O romantismo também uma questão de fé.
Encontrar a alma gêmea num produto cultural díspare, é impossível. Homens e mulheres, além de naturezas muito diferentes, são produtos culturais dissonantes. O folclore e o festival de publicidade que assola a "Bola Louca" e gira em torno do mito romântico, faz com que até pareça possível a um homem achar a sua alma gêmea numa mulher e vice versa. Aliás, eu nem acredito em almas gêmeas. Estou repetindo o que a insanidade coletiva gerou. 
Para não dizerem que sou insuportável, posso até admitir a existência de eventuais almas primas de segundo grau. Todavia, estou farto da apelação que fazem ao músculo cardíaco afogado em testosterona e estrogênio. É o que se poderia chamar de amor infartado. Esse amor fajuto regado a hormônios já está me dando nojo.
Manuel  Soares, dia desses, surpreendeu-me um pouco dizendo-me que a sua alma gêmea era o Sebastião. Manuel é um homem casado com filhos e lúcido. Sebastião, também é casado, tem uma filha e é síndico do prédio de Manuel. Qualquer insinuação sexual entre Tião e Manuel neste caso, é absolutamente descabida, desnecessária e estúpida. Estou escrevendo sério. Não brinco em web sites.
Manuel admira Sebastião porque reconhece nele os seus próprios princípios, valores, pensamentos, ideias, atitudes e comportamentos. A mulher com quem é casado há décadas ainda é para ele um ser esquisito. E a recíproca também deve ser verdadeira.
E é assim com muita gente. Com muita frequência, homens e mulheres embora tenham uma inelutável e inexorável atração sexual, não se reconhecem como seres humanos compatíveis.
Muitas das bodas que comemoram por aí, são bodas  de bijuteria barata sub-paraguaia.

terça-feira, 28 de abril de 2015

DÊ UM SUSTO NO SEU MEDO

Em primeiríssimo lugar, livre-se dos cagões. Os fóbicos e os medrosos têm que tomar remedinho psiquiátrico. Vivemos sob o signo do medo que nos enfraquece e paralisa. Isso pode se tornar uma pandemia. Medo do vizinho, medo do patrão, medo do governo, medo do colega, medo de gato preto, medo de perder, medo da solidão, medo de envelhecer, medo da polícia, medo dos ladrões, medo do desemprego, medo de ganhar, medo de estar muito bem, etc,etc.
Existem medos inatos e medos aprendidos. Certos e determinados medos até podem ser úteis para nos perservar de acessos de coragem intempestiva e prejudicial. O que não dá para tolerar é a proliferação dos cagões. Não aguento mais tanta gente gagada por tudo e por nada. Eles acham que estão se protegendo, eu acho que eles estão me atrapalhando e enfraquecendo a coletividade.
Conheço cagões que acreditam em eternidade. Já pensaram o que é chegar cagado à eternidade? Sim, existem pessoas que morrem do próprio peido. Causa Mortis: o próprio peido - peidou e morreu. Morrer de medo é uma das formas mais indignas de morrer.
Mas afinal pra que serve todo esse medo? Talvez para dar muito poder a quem nos assusta. Sei que a "Bola Louca" é superpovoada de monstros, monstrinhos e monstrões. É chegada a hora de enfrentá-los.
O que é que você tem tanto assim a perder? O bem mais precioso que temos, dizem que é a vida. Há controvérsias. Mas então, considerando que a única coisa realmente fundamental que você parece possuir é  a sua vida, em algumas situações, é melhor perder a vida.  Em certos contextos de extrema humilhação, de grande injustiça e indignidade, a morte é uma enorme recompensa. Quem conseguir deixar de temer a morte está a um passo do êxtase.
Sei que nos dominam pelo medo. Sempre foi assim e sempre será. Os que têm alguma forma de poder por mais ínfima que seja, estão viciadíssimos em usar o medo e o temor para nos chantagear, controlar e dominar. Essa estratégia nunca falhou, sempre funcionou.
Vamos contrariar um pouco a arrogância, a podridão e o abuso dos poderosos, adestrar os nossos esfíncteres e procurar comandar as nossas vidas.

segunda-feira, 27 de abril de 2015

COM O RABO ENTRE AS PERNAS

 LUTAS MUITO DESIGUAIS
“Covarde” vem do Latim CODA, “cauda”. No Francês havia a palavra COUARD, “de cauda abaixada”. A imagem é muito clara: o animal (ou, metaforicamente, a pessoa) que tem o rabo entre as pernas sinaliza que está desistindo da luta, está com medo, que não tem coragem para enfrentar a situação.
A palavra covarde é uma prova de que não faltam histórias pitorescas no mundo da etimologia séria, o que torna um tanto supérflua a insistência, compartilhada por tantos divulgadores do tema, em espalhar lendas etimológicas por aí.
O vocábulo chegou ao português ainda no século 13, vindo do francês antigo cuard (hoje couard), um termo surgido em torno do ano 1100 com o mesmo sentido. Cuard era derivado de cüe ou coue (atualmente queue), isto é, “cauda, rabo”.
A ideia inicial era, literalmente, a de um animal que, dominado pelo medo, traz a cauda baixa. Ou como se diz ainda hoje em português, numa expressão popular: o covarde é aquele que tem “o rabo entre as pernas”. 
O medo ainda tem alguma utilidade. Se não for exagerado ao ponto de provocar uma profusa diarréia na vítima infeliz, ele ainda pode protegê-la de arroubos intempestivos de coragem suicida. A covardia entretanto, é o outro nome da absoluta falta de dignidade. O covarde é indigno do nosso olhar.  
A covardia é a mãe da crueldade porque o covarde testa a sua força e poder nos fracos e desamparados. Diante dos que estão à sua altura transforma-se num cão encolhido e começa a ganir. O medo é uma questão de imaginação, mas a covardia é uma questão de caráter.
Os covardes são os donos do mundo. Humilham quem não pode enfrentá-los e nem é por falta de coragem dos oprimidos; é pela absoluta impossibilidade de lutar contra monstros gigantes.  Conhecem alguém mais covarde que o poder institucionalizado? Pois então, contra esse covarde não há força nem coragem individual capaz de derrotá-lo. Só o coletivo.
Considero-me refém dos covardes porque a minha coragem ao invés de me libertar pode eventualmente me suicidar.

quarta-feira, 22 de abril de 2015

A SOLIDÃO TABU

PAREM DE FALAR MAL DA SOLIDÃO
Começo com Galeano nesta frase-síntese absolutamente genial.
" Só quem está só pode eventualmente se encontrar."
Joaquim ESTEVES
Comecei com Galeano e continuo comigo. Não chego a ser genial, mas tenho a coragem e a vontade de propalar para o mundo inteiro que solidão  não é coisa ruim.
No ocidente somos doutrinados e condicionados para achar que tudo o que há de muito bom e precioso está fora de nós. Todo o árduo e injusto processo educacional consiste em roubar o indivíduo de si próprio. As pessoas não se dão conta, mas vagam por aí afora sem se pertenceram, perdidas e muito longe das suas essências. 
Numa sociedade viciada em falsos conceitos e que se alimenta de mitos, a solidão é difamada. Enaltece-se a vida em grupo como ideal de felicidade infalível e não é nada disso. Para um animal gregário, a solidão é vista como uma aberração e não é. É aqui que quase todos se enganam e se fodem. Ai de quem não tomou conta de si e desliza bêbado pelas ladeiras traiçoeiras da assim chamada vida social! 
A felicidade não está na dispersão e na pulverização do seu ser, mas na sua concentração em seu íntimo. É possível ser feliz sozinho. O que é muito improvável é ser feliz dependendo da presença do outro. 
Dê um jeito na sua vida. Afaste-se um pouco do bando para pensar, meditar e recuperar as energias que o grupo te furta. O grupo pratica abertamente a extorsão da sua sanidade e das suas energias. Nunca haverá harmonia fora de você. Dentro de você, a harmonia é possível e eu nunca falei com Buda.
Descubra urgentemente quem mora dentro de você e não aceite opiniões alheias, muito menos dos psicanalistas e dos soi-disant líderes espirituais. Ninguém sabe nada de você. Os outros só julgam o que você pode mostrar e você é muitíssimo mais do que a sociedade permite que você mostre. 
Vá com calma, vá com segurança e tenha o prazer inédito de abraçar essa pessoa desprezada que aguarda há muito tempo pelo tom da sua voz e pelo seu reconhecimento. A solidão é a sua festa. Reconcilie-se com a sua criança, com a sua história, com as superações e descubra que os outros dos quais você pensa depender não passam de um sopro breve de grande ilusão. 
E para o seu deleite ou não, segue o que já foi dito sobre solidão.









terça-feira, 21 de abril de 2015

ILUSÕES EM PÓ

 ILUSÕES EM PÓ E ESPERANÇAS A GOSTO
A esperança é a proteína da alma. Para mim que já tive a alma obesa de tanta ilusão, cortei os carboidratos que engordavam vergonhosamente o meu âmago. As ilusões são os carboidratos da alma.
Há ilusões sólidas, raladas, líquidas, fatiadas, em barra e em pó.
Hoje, depois que a vida se encarregou de reduzi-las a pó, só consumo ilusões em pó. Agradeço e louvo a vida pela sua competência em moer ilusões. Ainda há os comedores de enganos que insistem em ingerir ilusões em postas e depois reclamam da azia, da náusea e da infelicidade. Almas fermentadas e flatulentas nunca despertaram o meu interesse. Desprezo-as.
Se a vida ainda não reduziu as suas ilusões a pó, você anda vivendo às avessas ou pela metade. Preste atenção. Bonitas são as esperanças, até as mais tênues, frágeis e vãs, que dão beleza e graça à tragédia da condição humana.

segunda-feira, 13 de abril de 2015

PROGRAMADOS PARA FERIR

Estão todos armados. Todos os que foram domesticados por esta sociedade de araque, estão armados até os dentes. Temos medo uns dos outros porque suspeitamos do arsenal de cada um.
Só os bebês estão desarmados porque acabaram de chegar ao FRONT. O "status quo" se encarregará de armá-los oportunamente. Com pouquíssimos anos de vida no planetinha já todo mundo está armado
Abraçamos e beijamos os bebês pois sabemos de antemão que eles ainda não foram armados para nos ferir. Todos os outros estão armados e a qualquer momento podem disparar uma bomba em forma de palavras. Por isso não beijamos nem abraçamos qualquer um. Abraçamos e beijamos apenas aqueles que se dispuseram a baixar as armas. E mesmo assim, há muito desencanto. São pouquíssimos os que se desarmam para gostar, amar e ajudar.
Quem está disposto a depor as armas? Ninguém. Se você se desarmar numa sociedade extremamente competitiva e beligerante, você será deglutido por aqueles que erroneamente você chama de semelhantes. 
As armas que constituem o nosso arsenal particular são palavras, preconceitos, ignorância, expressões, posturas e comportamentos que  rasgam sem piedade os véus do nosso íntimo.
Então, diante dos fatos e das evidências, às armas cidadãos!

terça-feira, 7 de abril de 2015

MAS AFINAL, PARA QUE SERVEM OS OUTROS?

MIL E UMA UTILIDADES
Excetuando a meia dúzia de pessoas ou mais, com as quais temos verdadeiras relações humanas de respeito e afeto, para que servem todos os outros que nos cercam e com os quais mantemos um contrato social tácito? 
Servem para encher a fila de corpos e atrasar as nossas vidas,
Servem para nos exigir tudo e mais alguma coisa  e nunca nos dar absolutamente nada,
Servem para poluir o planeta de todas as formas, inclusive visualmente, 
Servem para nos desafiar e desrespeitar, 
Servem para  declarar a competição obrigatória,
Servem para abarrotar as ruas de carros, motorizar os Egos e impedir a nossa livre circulação,
Servem para nos impor modelos de comportamento frívolos e vazios,
Servem para nos transformar em número de estatística e em produtos a ser consumidos,
Servem para nos subjugar com os seus poderes forjados e nauseabundos,
Servem para nos tiranizar com visões de mundo completamente imbecis,
Servem para nos transmitir toda a sorte de microorganismos, vírus, bactérias, etc,
Servem para embebedar o povo com cerveja e cachaça e chamar isso de alegria,
Servem para meter descaradamente a mão nos nossos bolsos e chamar isso de dever de cidadão,
Servem para concentrar o capital de maneira obscena na mão de muitíssimo poucos e massacrar as alternativas,
Servem para nos tornar reféns de mitos milenares de puro delírio coletivo, 
Servem para nos chantagear com a ameaça sempre pronta de exclusão do grupo, 
Servem para nos enganar com falsas promessas de felicidade, 
Servem para nos humilhar quando destoamos das cores da moda, 
Servem para esmagar a nossa singularidade e a nossa diferença,
Servem para invadir os nossos cérebros sem autorização e jogar neles toneladas de lixo cultural,
Servem para apequenar a nossa grandeza, subestimando a nossa inteligência,
Servem para nos torturar e controlar o tempo todo com câmeras e padrões mentais espúrios,
Servem para nos converter à insanidade e queimar na fogueira toda e qualquer forma de lucidez,
Servem para fazer barulho e nos obrigar a viver em meio a um interminável zumbido diuturno,
Servem para discursar sobre o que não é essencial,
Servem para cometer as piores injustiças com equivocados juízos de valor,
Servem para propagar a mediocridade dinástica,
Servem para mentir  e nos aliciar a trilhar caminhos que só a eles interessam,
Servem para nos escravizar a certos conceitos velhos e ultrapassados,
Servem para assassinar inocentes nas esquinas da megalópole,
Servem para estimular a capacidade de imitar e inibir a necessidade de pensar,
Servem para travestir o egoísmo em altruísmo e nos golpearem com ingratidão e decepções,
Servem para discriminar, separar e classificar,
Servem para nos usar como muletas e vampirizar os nossos melhores sentimentos,
Servem para exalar os piores miasmas e posar de anjos celestiais,
Servem para dizer que somos todos ótimas pessoas no dia da nossa morte.
Que nunca mais ninguém diga que os outros não servem pra nada.
P.S.1.- Este banner não foi feito por mim. Foi feito pelos outros e o provérbio não é Lidiche, é Iídiche. Esqueci de colocar na lista que os outros também servem para promover a ignorância.
P.S.2.- " L'enfer c'est les autres"( O inferno são os outros.) Esse Sartre era mesmo um exagerado. Imagina, os outros serem associados a uma noção tão vasta e nefasta. O que o Jean-Paul não sabia é que os outros são apenas o capeta. Apenas. Só isso. Que injustiça existencialista!

quinta-feira, 2 de abril de 2015

ALTA COSTURA PRA GENTE PELADA

São inovações a mais. Atualizações a mais. Gente a mais. Esperanças a mais. Barulho a mais. Estupidez a mais. Ilusões a mais. Trabalho a mais. Velocidade a mais. Hipocrisia a mais. Capitalismo a mais. Mentira a mais. Futilidade a mais. Injustiça a mais. Doenças a mais. Arrogância a mais. Intolerância a mais. Vaidade a mais. Inveja a mais. Competição a mais. Shoppings a mais. Indiferença a mais. Confusão a mais. Chega! Já está demais.
É bom senso a menos. Honestidade  a menos. Respeito  a menos. Afeto a menos. Compreensão a menos. Solidariedade a menos. Inteligência a menos. Lucidez a menos. Tempo a menos. Ócio a menos. Verdade a menos. Poesia a menos. Amizade a menos. Tolerância a menos. Liberdade a menos. Cultura  a menos. Tranquilidade a menos. Menosprezo a mais. Chega! Já está demais.

quarta-feira, 1 de abril de 2015

SOCIEDADE OBSESSIVA


Antes de qualquer outra coisa, não se pode chamar este campo de batalha em que vivo de sociedade. Sociedade (societas) é a associação amistosa com os outros. Infelizmente isto aqui não é nenhuma lavoura de amizades, muito pelo contrário.
Durante muitos séculos esta coisa que denominam sociedade, cagou e andou para os negros, para as crianças, para as mulheres e para os gays.  Agora querem resolver e compensar tudo por lei e decreto. O buraco é muito mais em baixo. 
Hoje,  de tanto se repetir compulsivamente esses assuntos, parece que todo o mundo é racista, pedófilo, misógino e homofóbico. E não é assim. A soi-disant sociedade foi assolada por esta obsessão múltipla. (A obsessão é uma das faces da insanidade.) Querem resolver todas essas graves questões cultivadas ao longo de séculos na base da porrada legalista, da canetada e de uma só vez. Seria ótimo se este método funcionasse e resolvesse. Verifica-se que não funciona nem resolve. Promove o medo e a perplexidade. No máximo essa enxurrada de leis e proibições é uma pseudo-solução encontrada por gente preguiçosa e arrogante. Podemos até considerar que é o começo atrapalhado de algo positivo.
Espero que todos estes preconceitos sejam mitigados, mas isto só acontecerá a muito longo prazo e passa necessariamente pela mudança de mentalidades. O conteúdo oculto das mentes não se muda com belas palavras e muito menos com leis draconianas. Seria muito fácil e é muito mais complexo. Que os governos invistam em educação e na formação digna de seres humanos. Que o combate ao preconceito não seja apenas mais um modismo numa sociedade extremamente norteada pela moda. Que haja uma tomada de consciências. Que a propaganda oficial não induza as pessoas à frivolidade e à estupidez e que a ignorância que é o melhor sinônimo para o mal, nos deixe um pouco em paz.

domingo, 29 de março de 2015

INDIGNADO E CALADO

OS BRANDOS COSTUMES
Herdamos muita coisa boa dos portugueses. Os brasileiros quase nunca conseguem ver isso. No Brasil pratica-se um preconceito criminoso contra os portugueses. Faz parte da crise nacional. Os brasileiros gostariam de ter sido colonizados por qualquer outro pais menos por Portugal. O menosprezo e o asco por Portugal e pelos portugueses no Brasil, deveria ser punido na forma da lei. Quem é português no Brasil sabe perfeitamente do que eu estou falando. Cadê o Ministério Público?
Entretanto, somos herdeiros infelizes dos "brandos costumes" que têm a sua origem na terrinha.( Os espanhóis e seus derivados não têm esta herança maldita e maligna.) Trata-se do seguinte: você pode ser sodomizado em público (e eu não ousei usar aqui a linguagem adequada para este caso sob pena de ferir a hipocrisia reinante) mas você não poderá jamais elevar o seu tom de voz para manifestar a sua indignação e revolta, sob pena de passar de vítima a algoz. Isto é inominável!
Pouco importa se as entranhas da sua alma, da sua razão e da sua dignidade estão sendo dilaceradas. Você tem que permanecer quieto, calado, bem educado, sorridente e sempre cordial. Esta é a forma mais sutil de controle social já elaborada.
Depois dizem que o câncer é uma doença idiopática. (de causa desconhecida.)