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quarta-feira, 3 de abril de 2013

A PUTREFAÇÃO DO AMOR

E ai?! Viu o amorrrrre passarrrre por aí? Eu não tô vendo porra nenhuma de amorrre. O pessoal fala muito nesse assunto, mas amor que é bom eu vi muito poucas vezes. Claro, há esse amor "made in china" que de tanto ser cantado e de tanto ser escrito ficou podre e fede como um Gambá. Eu não aguento mais esse amor nauseabundo. Essa repetição insuportável que enche de lágrimas os pré-babacas e irrita profundamente os pós-babacas. Saibam que há vida fora dessa babaquice imitatória que sempre existiu. É o chamado complexo de Orangotango que consiste em imitar tudo o que os outros primatas fazem. Esses caras não têm outro tema para abordar? É amor de manhã à noite durante séculos. Haja saco!
"En outre", a pobreza lexical do people é uma lástima. Tudo atende pelo nome de amor. Pura falta de vocabulário. Excitação é amor, entusiasmo é amor, interesse é amor, afinidade é amor, empatia é amor e tesão é o "love forever." 
Eu não escuto mais música cantada. Só escuto música instrumental e clássica. O pior não é a música; são as letras pavorosas. Mas o pior mesmo, é a frase que eles repetem à exaustão e que chamam de refrão. Sou um ser anti-refrão. Tudo menos refrão. Todos os cantores sempre contam a mesma história. Como é possível suportar isso durante tanto tempo? Chega a ser patológico. Uma obsessão deste tamanho , com esta intensidade precisa da intervenção pronta da farmacologia. Como se poderia chamar esta doença milenar? Bom, nesta época dos transtornos , poderia ser "Transtorno do Amor Xororótico" ou "Psicose Amorosa-compulsiva" ou "Síndrome Roberto Carlosiana do Amor Diuturno." A herança de Roberto, o rei, é patética. Há milhões de "Filhos de Roberto". Isso me dá arrepios. Vamos estudar o fenômeno.
Tudo começa com um homem e uma mulher que se amam com todos os ventrículos, aurículas e veias cavas. Um amor fantástico. Mas faça o seguinte: suprima os hormônios que ambos produzem muito numa certa fase da vida e veja o que vai restar. Não vai restar quase porra nenhuma. É tudo reação química. O que esses cantores monocórdios cantam é o AMORR HORRMONAL. Esse amor fictício já levou muita gente boa pro hospício. E hormônio, minha gente, é muito monótono. Faz sempre o mesmo percurso, PROGRAMA as pessoas para fazerem sempre as mesmas coisas. As Músicas Unitemáticas imitam à sua maneira os hormônios que as "inspiram".
Eu acho e não digam nada a ninguém que homens e mulheres, não fossem os hormônios, dividiriam o planeta em dois. Haveria um conflito infindável. Aliás, já existe uma terceira guerra mundial não declarada entre homens e mulheres. A quantidade de mulheres e homens ressentidos é ciclópica e ingente. Há muita mágoa de parte a parte. Há muita filha da putice. No fundo ninguém queria fazer o que fez ou o que faz. Foi impelido a atos tresloucados e absolutamente estúpidos pela porra dos hormônios. Acontece que a vítima hormonal não se dá conta que está sendo controlada por hormônios. Ela acha que aquilo que ela está sentindo é ela mesmo. Quando chegarem aos 60 anos,( eu tenho 50) vocês podem até me dar razão. Agora não. Tá muito cedo para eu ter razão.
Depois que se goza , parece que o negócio perde muito da graça, mas os hormônios nunca param de ser fabricados e aí, love, love, love.
Mas o pior de tudo isto é condenar dois seres humanos ao casamento por causa dos hormônios. As pessoas não se casam porque  se identificam umas com as outras ou por qualquer outro grande motivo nobre. O que está por trás do matrimônio é a compatibilidade hormonal. Senão homens casariam com homens. Não estou falando de gays. Estou falando de heteros. Você é hetero em razão da sua programação fisico-química-magnética e genética .
 Meu caro amigo, se você não produzisse toda essa testosterona que você produz, você não queria ver mulher nem pelada! Você simplesmente abandonaria as mulheres para escrever Blogs. Sem essa testosterona toda que toma conta de ti e do teu discernimento, mulher não interessa mais. Entendeu?
Mas voltando ao fulcro da nossa "questiúncula", o amor como sentimento existe, mas é muito raro. E por ser raro é que todo mundo fala dele. Estão todos fascinados pelo amor mas pouquíssimos o sentiram ou o sentem verdadeiramente.O amor é possível, mas tão improvável que algumas pessoas se referem a ele como se fosse uma entidade mística e dizem: -eu ainda acredito no amor. -Você acredita no amor? -O amor é tudo. -Sem amor não há saída. Parece uma religião. A religião dos que amam o amor; os seguidores do amor. É tudo engodo. Quando se trata de amor, o buraco não é mais embaixo, o buraco é lateral. Negócio intrincado!
Amar é gostar incondicionalmente. E aí?........ Quem conseguir gostar incondicionalmente que se habilite.

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