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sábado, 15 de novembro de 2014

O MAIS NOVO REPELENTE DE PESSOAS

Um Hino à Punheta
ou
O Planeta dos Pavões
Depois que o orgulho, pela nova nomenclatura do politicamente correto, passou a se chamar autoestima, inauguramos a era da punheta social. O orgulho, nos nossos dias atingiu proporções jamais vistas na história da humanidade. Sob o pseudônimo de autoestima, ele é estimulado e recomendado pelos especialistas em comportamento, psicólogos, psiquiatras, etc. É uma aberração já institucionalizada.
Todo o mundo se pavoneia sobre a importância que julga ter e se compraz numa diuturna masturbação existencial.
Para não parecer que o cara está sozinho, desfrutando de si próprio como um auto-tarado, inventaram-se o que designam por redes sociais. As Redes Sociais são verdadeiras repelentes de pessoas na acepção adequada da palavra pessoa; pessoa em carne e osso. Mas que porra de relação social é essa em que as "pessoas" nunca se veem e nem sequer escutam a voz dos outros? Parece-me que também fizeram um upgrade da psicose e como se trata de um comportamento da maioria, é normal. Que raios de sociabilidade é essa onde as soi-disant pessoas se movimentam e interagem num mundo de fantasmas também chamado de mundo virtual? Os fantasmas mudaram de nome. (Vivemos a época da revolução feita com palavras e expressões, a chamada revolução de araque.) O fantasma agora chama-se avatar ou ente virtual. Graças à tecnologia acessamos o último degrau da nossa loucura.
Que relacionamento é esse onde você só vê fotos e lê frases? Que relacionamento é esse em que as pessoas parecem personagens de um grande filme de horror? O horror pós-moderno é esse, ter a sensação de estar muito acompanhado quando na realidade a solidão já atingiu todas as dimensões possíveis e imagináveis.( Depois, ninguém entende como pode existir tanta depressão no mundo.) O horror é esse, ser gregário e exercer o seu INSTINTO gregário de forma artificial e patológica.
E nem posso continuar escrevendo porque valorizamos o instante, o efêmero, o transitório, o inconsistente, o superficial e o que não presta. Vou parar por aqui, para ver se alguém lê. Se o texto for muito longo assusta os consumidores compulsivos de imagens inúteis e sem sentido que confirmam a valorização da porra nenhuma. 
Para quem só entende mensagens pelo viés da cristandade, ficaria assim: se eu fosse Jesus diria:- Irmãos, olhai uns para os outros. Falai uns com os outros. Tocai uns nos outros.
Essa talvez seja a revolução para um próximo e novo Jesus. "Amai-vos uns aos outros", nem pensar. Vamos viajar na maionese sem fazer no entanto, o fantástico Turismo da Maionese. E olha que eu sou completamente ateu.

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