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sábado, 20 de agosto de 2016

Frívolos e mimados


Recentemente Theodore Dalrymple publicou o livro "Podres de mimados" com prefácio do Luiz Felipe Pondé. Mais uma vez se aborda esta sensação insuportável que sempre existiu e que agora atinge o seu paroxismo.
Vive-se um desespero que Nietzsche chama de ressentimento. Todos acham que merecem muito mais. Todos, sem exceções, são fantásticos e maravilhosos e tudo melindra todos. Não se pode dizer mais nada sob pena de ser processado ou punido de alguma forma. Tudo pode ser pretexto para que o mimado arme o maior berreiro. Que saco!
Adultos de birra, fazem-me perder o tino. Qualquer crítica ou opinião dissonante é chamada de fobia. A sua simples opinião pode ser guindada à categoria de crime gravíssimo.
Gostaria de ser indiferente, mas a indiferença não faz parte do meu estilo. Detesto esta época cheia de nove horas e não me toques. Que gente babaca!
Nos anos 70, 80 e 90, chamava este comportamento de frescura. Hoje, esta prática cultural está disseminada, predomina e é institucionalizada pelo politicamente correto.  
Considerando a brevidade e o absurdo do ato de viver, é no mínimo ridículo, insultuoso e estúpido ter que conviver com gente tão fresca. Tudo o que não é chupeta é ofensivo. 
Não há nada mais difícil de suportar que crianças estragadas e podres por tanta pretensão e arrogância.
Para você que é mimadinho assim, deixo aqui o meu cordial "vá se foder."

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