.

.

.

.

quarta-feira, 19 de março de 2014

OS REFÉNS DA MAIORIA

 BREVE ENSAIO SOBRE A LOUCURA E O PODER
Os acadêmicos que eu odeio, usam palavras, expressões e nomenclaturas muito rebuscadas para dizer o que eu vou dizer didaticamente em algumas frases. Uma minoria com muito poder controla uma maioria sem poder que por sua vez também controla uma minoria sem poder. Não existem apenas os três poderes de Montesquieu. Existem os três poderes de Montesquieu mais o quarto que são as mídias, mais o quinto que é a internet, mais o sexto que são as religiões, mais o sétimo que são os grandes Capitalistas, mais o oitavo que é o mais fraquinho(hoje) e que se chama família. Depois temos o poder dos poderes, o supra-sumo do poder que é a publicidade. Todos os poderes acima citados se servem da publicidade. Existem bilhões e bilhões dólares investidos em propaganda. A propaganda não só é a alma do negócio como é o que determina tudo. O inferno pós-moderno são os grandes conglomerados econômico-financeiros mancomunados com as agências de publicidade. O demônio habita entre nós.
Também existem os sub-poderes que são outorgados pelos poderes já referidos. A Escola é um poder e o academicismo um derivado. As Convenções sociais também constituem um sub-poder difuso e traiçoeiro. Esses sub-poderes se diluem no poder acachapante da maioria.
O ser humano é muito sensível à repetição e ao condicionamento. O grande injustiçado dos pensadores sem ser pensador, é o Fisiologista  Ivan Petrovich PAVLOV. Quando se referem a ele, falam de cachorros. Deveriam falar de seres humanos porque as susceptibilidades ao condicionamento são as mesmas.
A maldita publicidade lança moda, determina comportamentos e indiretamente promove muitas desgraças humanas. Como nos experimentos de Pavlov, ela é repetitiva  à exaustão. Quase ninguém resiste. Os que resistem têm a cabeça feita e são cobras criadas.

Aqui estamos nós, reféns desse encadeamento de poderes, sem poder fazer quase nada. Toda a forma de dominação é nojenta. E esses poderes pretendem apenas dominar, impor e vencer, nada mais.
Você que se considera parte integrante da minoria sem poder, não pode fazer grandes coisas. É um sistema sórdido e imbecil que nos domina e que pode nos conduzir ao grande infortúnio.
Nunca pensei, nunca reagi, nunca percebi, nunca intuí, nunca gostei de me comportar  como todo mundo. Nunca gostei das  músicas que todo  mundo gostava. Nunca gostei dos filmes que todo mundo adorava. Nunca comunguei das visões alucinadas da maioria. (E nem parece alucinação porque são bilhões alucinados.) Nunca me disse nada esta massa amorfa que me cerca. Nunca simpatizei com a multidão. 
E aí? Você acha que eu sou louco ou metido a besta? Nem uma coisa nem outra. Eu sou apenas um refém da maioria.

4 comentários:

  1. Ao contrário, você não é refém, porque não está preso aos conceitos da maioria; é livre para pesá-los, avaliá-los e concordar com a maioria em pontos coincidentes com os seus. Afinal de contas, às vezes ela até pode estar certa ... A liberdade para o julgamento é o fundamental.

    ResponderExcluir
  2. Mas para sobreviver infelizmente eu tenho que me submeter aos idiotas da maioria. Lilian para mim é muito claro e definitivo o que eu escrevi. Agradeço o teu comentário,

    ResponderExcluir
  3. Boa noite, Joaquim!
    Você não é somente um "refém"... É um refém que, "infelizmente" sente a excruciante dor da lucidez!
    Lamento... Ofereço-lhe minha solidariedade.
    Um grande abraço, Joaquim!

    ResponderExcluir