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sábado, 2 de janeiro de 2021

As fronteiras minadas do amor-próprio

Nesta onda compulsiva de estímulo obsessivo ao amor-próprio, incorremos em uma das  maiores desgraças contemporâneas.
Como toda atividade humana, o encorajamento desenfreado à autoestima, nos levou ao que há de mais negativo na promoção do amor a si mesmo.
Em uma época em que todo mundo bate no peito para dizer que se ama demais, caímos na tragédia coletiva da arrogância geral. O que denominam de amor-próprio, hoje é arrogância, soberba, pedantismo, petulância, atrevimento, desrespeito, descaramento, desfaçatez, insolência e masturbação.
Mais uma vez, a espécie humana fracassa no seu intento de incentivar uma prática útil e auspiciosa.
Até eu, estou mais arrogante. Que lástima!

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