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quarta-feira, 23 de setembro de 2015

A frescura revisitada



Na minha época maravilhosa que não volta mais, esse negócio de susceptibilidades, chama-se FRESCURA e era totalmente ridículo.
Hoje, todo mundo ficou muito sensível. Não podemos mais falar. Tudo ofende, tudo fere, tudo é forte, tudo contem alguma forma de preconceito e tudo é passível de processo criminal. A humanidade está à flor da pele. 
De repente, todos ficaram importantes demais ao mesmo tempo. O que eu mais ouço é esta frase insuportável e viciada que sempre denota alguma forma de autoritarismo: " Não pode". Não pode e não pode. 
As pessoas não se dão conta da censura, da ditadura e do "cala a boca" generalizado que vivemos. Só os que têm parâmetros de comparação porque encelheceram, podem constatar este fenômeno. A geração Y e a geração Z acham que descobriram a pólvora sem fumo, mas estão vendidos a um sistema pavoroso que eles aplaudem. Pobres criaturas!
Um sinônimo perfeito para as susceptibilidades da modernidade era viadagem. Lá pelos anos oitenta, era muito comum dizer-se, quando alguém extrapolava a esfera do admissível em termos do egocentrismo pomposo, "para com essa viadagem!".
Então é isso, extrapolamos o que seria admissível em termos de egocentrismo pomposo, hipocrisia, teatralidade, vaidade e presunção. E quase tudo permanece com antes, só não se diz, mas pensa-se e faz-se.
É F........., meu véio! F....... não pode e nunca houve na história do planeta tanta difusão de pornografia e tanto eufemismo.
P.S.-  Se eu escrever a palavra toda, o meu blog vai ser bloqueado pelo Bing, pelo Google, pelo Facebook  e companhia limitada. Isto não é uma forma de inquisição?

Um comentário:

  1. Aos "Não pode" eu sempre pergunto: Por quê? E como não há resposta. Continuo... Sem olhar pra trás.
    Parabéns pelo texto, Joaquim!

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