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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

O pecado como estratégia de dominação e poder

Por definição, pecado é a desobediência à vontade de Deus. Quem foi o cara ou os caras que conseguiram a façanha de ter acesso à vontade de Deus? Tamanho absurdo não deveria caber na cabeça de ninguém e cabe.
Para quem tiver se beneficiado minimamente da oftalmologia, as relações humanas sempre foram e serão relações de poder. São muito mais relações de poder do que relações humanas própriamente ditas.
No teatro social, a medição de forças está sempre na ordem do dia. A medição pode ser feita de maneira explícita, mas na maioria da vezes é subliminar e dissimulada. A medição de forças em qualquer circunstância, nunca deixa de ser realizada.
A história da humanidade a despeito das falsas democracias, é a história de dominadores e dominados. E a equação é cansativa e é sempre a mesma: poucos dominadores para muitos dominados.
Para mim, é excessivamente óbvio, é agressivamente óbvio que quem inventou o pecado queria trapacear na medição de forças, inventando para isso uma força atemporal e enigmática. 
Medição de forças, a gente entende e admite. É assim na savana e na selva de pedra. Tudo bem.
Criar uma força extra e superior para intimidar e sair vencedor no campeonato de medição de forças, é pura trapaça. 
Se juntarmos à noção de pecado, a confissão que também é uma forma espúria de poder, temos o poder absoluto sobre a comunidade crédula e ingênua. 
Fico triste quando me deparo com a trapaça institucionalizada, mas logo me encho de alegria porque eu ainda não estou cego.

Um comentário:

  1. Penso que tudo aquilo que é institucionalizado deve ser rejeitado e combatido.
    Grande abraço, Joaquim!

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