Eu sou da era do bom, do bem e do belo.
Esta época é talvez a mais violenta da história da desumanidade. O primata violento não se regenera.
Atualmente, há uma violência subliminar e sub-reptícia. O wokismo, o politicamente correto, a falsa liberdade de expressão, a inclusão muito duvidosa, os superstars do Instagram e outras loucuras, camuflam um mundo extremamente violento.
Uma das violências mais ignoradas é a agressão estética.
Seres todos rabiscados, cheios de traços e manchas enigmáticas ditam a estética da modernidade líquida.
Criaturas repletas de borboletas estáticas, rosas suspeitas, corações pretos, cruzes multiformes e símbolos borrados impõem as tendências que fazem a apologia descarada da feiúra e do grotesco.
Diante desta repugnante poluição visual, a minha alma atônita e envergonhada sente-se espancada pela manada ensandecida que atropela o bom senso, o bom gosto e a racionalidade.

