A crença em deus gera um inefável conforto psicológico. Cerca de 90% das pessoas deste planeta acreditam em deus. Falou-se e fala-se muito em nome de um deus.
Deus é um delírio legítimo e necessário. Ao acreditarem em deus, as pessoas lançam um pedido de socorro desesperado diante do absurdo da condição humana.
Deus é o último recurso para quem não aguenta mais o horror da finitude e da consciência.
Entendo, solidarizo-me e me compadeço com os que fizeram de deus um escudo contra a falta de sentido.
Eu já delirei e compreendo o ímpeto deste delírio como ninguém.
Entretanto, cabe advertir que este delírio é o mais perigoso que existe. Delirar com deus é delirar com a autoridade incontestável e poder absoluto. A história da humanidade está deveras manchada com o sangue deste delírio.
Não se pode proibir ninguém de delirar, todavia, delírios como este fazem do ser humano um animal muito assustador.
Não há nada que prove a existência de deus. Somos enigmas ambulantes e prosseguimos em nome do nada.


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